sábado, 30 de março de 2013

De todas as decisões, as que eu me obrigo a tomar, são as unicas irreversiveis.

Primeiro eu tive que aprender a gostar de você. Pois eu sabia que ninguem mais me amaria como você amou e ama, eu precisei lidar com o fato de gostar de alguém novamente, e isso era totalmente contra os meu principios, mas eu eu precisava, eu tinha que me dar essa chance de talvez ser feliz, do que ficar sem saber como seria, até que aconteceu. Depois eu tive que desaprender a gostar, porque por alguns motivos as pessoas e você mesmo me forçou a isso, não aproveitou a tal chance de felicidade que não era mais só minha, era nossa. Então esse sentimento chegou a um ponto que estava me fazendo mal, me sufocava, me partia ao meio, então tive que te deixar, vi você seguindo em frente e fiz o mesmo, abandonei você e o meu coração. Não passará muito tempo e você voltou, e há alguns meses eu não sei mais em qual das duas situações eu me encontro.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Me impeço de ser eu mesma

Converso pouco para não deixar alguma palavra errada escapar, e eles percebam o muro que venho construindo em minha mente para impedir que minhas confusões e meus medos pulem para fora todo o tempo, pois eles não iriam acreditar que eu consigo controlar meus sentimentos. Eles querem me curar, com os seus remédios e todas as suas orações, dizem que preciso de um médico, ou que é falta de uma força superior, até me levaram para um lugar distante, um lugar bonito, mas deu. Eles dizem que eu preciso aceitar melhor as coisas, que preciso suportar tudo quieta e deixar de ficar brava, dizem que choro demais, que eu torno tudo mais difícil, que não sei esperar, me precipito e não sei lidar com nada, achando que assim eu vou enfrentar a dureza das coisas, mas eu não enfrento. Depois dizem que eu tenho que ocupar minha cabeça, mas a super lotação sempre me fez mal, meus pensamentos são claustrofóbicos. Logo em seguida se arrependem porque sabem que eu não tenho jeito, e vêem dizendo outras coisas que eu nem ouço, adquiri um jeito de me ensurdecer de vez em quando, eles nunca sabem o que dizer mesmo, até aprendi a gargalhar espontaneamente, quando não sei o que dizer eu ativo essa gargalhada, assim vão pensar que eu estou feliz e não vou precisar mais daqueles remédios que fazem dormir. Agora eu finjo, e minto, para não me mostrar como estou, só para não me taxarem mais como a problemática que ninguém sabe lidar. As vezes ainda me esbaldo em lagrimas e quebro as coisas, mas pelo menos deixei de me machucar, isso faz parte do processo de fingir, sem marcas pelo corpo, vai parecer que está tudo bem.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Esse passado é vivo dentro de mim

Eles acabaram comigo, pegaram minha alma e esfregaram no asfalto até despedaçar. Sem intenção ou por maldade, eles conseguiram, todos eles. Agora olha o nada que restou, olha só para mim, antigamente tão cercada de pessoas e hoje me escondendo de todas elas, talvez por medo que elas vejam o mal que me causaram, e se sintam felizes.
Me escondo dentro do meu vazio, e acho que até gosto do silêncio que ficou, não há mentiras aqui, não há nada, só o eco constante das lembranças, de algumas palavras já ditas, um eco que há noites que se repetem por horas e horas, sempre as mesmas palavras, sempre as mesmas vozes. Depois passa, volta o silencio. Ah como eu amo o silencio que fica depois que eu lembro de todas as coisas exatamente como aconteceram, revivendo momentos dentro da minha cabeça.  Nunca neguei meu masoquismo, esse meu vicio de me machucar, de não querer esquecer, é melhor assim, sempre fui apaixonada por dor, me faz acreditar que eu ainda sou capaz de sentir alguma coisa.
Olhem para mim novamente, estou falando com se já estivesse com 80 anos, sem expectativa de vida alguma, mas é bem assim mesmo que me sinto, com 80 anos, mesmo não tendo nem um terço dessa idade. É como se nesses ultimos anos, nesses poucos anos eu tivesse vivido décadas e décadas dentro de apenas 365 dias. Parei no tempo, me agarrei nas lembranças do passado e me recuso a sair daqui, eu me recuso a abrir a ultima gaveta do meu guarda roupa e jogar no lixo todas as cartas, fotos, flores, e tantos outros objetos. É aqui que eu quero ficar, nesse meu mudinho de coisas velhas, de ecos durante a madrugada, essa é a unica maneira que eu sei viver.