quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Um pé depois do outro.

Deixei de escrever, de falar, de me abrir. Deixei de sorrir e de querer viver, ninguém me brigou a parar, ninguém me machucou além de mim mesma, algumas marcas são evidentes, os pulsos cerrados, o estomago e o psicológicos detonados. Pois é, eu surtei, perdi o controle, depois de meses me torturando com lembranças, me magoando com palavras, gestos,  me estressando com uma dor de cabeça fora da normalidade. Foi assim que eu foi parar em uma clinica de saúde mental, é insano, triste e estranho, eu sei, e tudo isso me assusta, os remédios fortes, os olhos atentos de todos ao meu redor, a culpa. Tudo parece ter ficado mais difícil agora, aprender a disfarçar as expressões do meu rosto e as mãos tremulas para não preocupar ninguém, segurar a dor, a vontade intensa de chorar, criar coragem para levantar da cama e ir trabalhar. Ter que voltar toda semana para aquele lugar e falar da minha vida para pessoas estranhas e são por causa dessas pessoas que eu estou escrevendo, eles acham que isso pode me fazer bem, é estou seguindo orientações, e esse foi o primeiro passo de quem assim como uma criança tem que aprender a andar, mesmo que o trauma das quedas as impeçam de levantar e tentar novamente.

sábado, 30 de março de 2013

De todas as decisões, as que eu me obrigo a tomar, são as unicas irreversiveis.

Primeiro eu tive que aprender a gostar de você. Pois eu sabia que ninguem mais me amaria como você amou e ama, eu precisei lidar com o fato de gostar de alguém novamente, e isso era totalmente contra os meu principios, mas eu eu precisava, eu tinha que me dar essa chance de talvez ser feliz, do que ficar sem saber como seria, até que aconteceu. Depois eu tive que desaprender a gostar, porque por alguns motivos as pessoas e você mesmo me forçou a isso, não aproveitou a tal chance de felicidade que não era mais só minha, era nossa. Então esse sentimento chegou a um ponto que estava me fazendo mal, me sufocava, me partia ao meio, então tive que te deixar, vi você seguindo em frente e fiz o mesmo, abandonei você e o meu coração. Não passará muito tempo e você voltou, e há alguns meses eu não sei mais em qual das duas situações eu me encontro.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Me impeço de ser eu mesma

Converso pouco para não deixar alguma palavra errada escapar, e eles percebam o muro que venho construindo em minha mente para impedir que minhas confusões e meus medos pulem para fora todo o tempo, pois eles não iriam acreditar que eu consigo controlar meus sentimentos. Eles querem me curar, com os seus remédios e todas as suas orações, dizem que preciso de um médico, ou que é falta de uma força superior, até me levaram para um lugar distante, um lugar bonito, mas deu. Eles dizem que eu preciso aceitar melhor as coisas, que preciso suportar tudo quieta e deixar de ficar brava, dizem que choro demais, que eu torno tudo mais difícil, que não sei esperar, me precipito e não sei lidar com nada, achando que assim eu vou enfrentar a dureza das coisas, mas eu não enfrento. Depois dizem que eu tenho que ocupar minha cabeça, mas a super lotação sempre me fez mal, meus pensamentos são claustrofóbicos. Logo em seguida se arrependem porque sabem que eu não tenho jeito, e vêem dizendo outras coisas que eu nem ouço, adquiri um jeito de me ensurdecer de vez em quando, eles nunca sabem o que dizer mesmo, até aprendi a gargalhar espontaneamente, quando não sei o que dizer eu ativo essa gargalhada, assim vão pensar que eu estou feliz e não vou precisar mais daqueles remédios que fazem dormir. Agora eu finjo, e minto, para não me mostrar como estou, só para não me taxarem mais como a problemática que ninguém sabe lidar. As vezes ainda me esbaldo em lagrimas e quebro as coisas, mas pelo menos deixei de me machucar, isso faz parte do processo de fingir, sem marcas pelo corpo, vai parecer que está tudo bem.